Na voragem dos dias, os nossos olhos não deixam nem por segundos de saltar de imagem em imagem. A pele do mundo está feita de imagens: nos muros das cidades, nas folhas dos jornais, nas páginas dos livros, nos ecrãs de bolso. Também a ilustração, com o seu carácter imediato e ágil, contribui em muito para espelhar o presente. Por um mês, as imagens vão parar quietas para as podermos desfrutar. Esta FESTA DA ILUSTRAÇÃO lança raízes numa tradição já secular, mas procura rasgar janelas sobre o que se passa hoje, nos ateliers íntimos como nas escolas públicas. Estão, portanto, disponíveis olhares sobre a obra de grandes nomes da nossa história, mas também sobre os irrequietos contemporâneos. Para reflectir sobre as heranças, mas sobretudo para descobrir futuros. Serão muitas centenas de imagens que agora se espalham pelos mais luminosos lugares da cidade de Setúbal. Falam de literatura, mas também de beleza, do mar e dos rostos que fazem os nossos dias. E falam ainda e muito de liberdade. A liberdade de interpretar, de comentar e de afirmar, numa altura em que se sente a ameaça dos vários fundamentalismos. Por ser FESTA, este grande encontro faz-se com as cores todas, as da inquietação, mas também as da alegria.