Susana e Diana são cúmplices nas Haēma. O duo de electrónica tem mais que uma gaveta onde repousar, traz pela mão a influência do trip-hop, do jazz e da música concreta, procurando sempre um lado orgânico nas suas criações repletas de constelações rítmicas. No ocidente, em grego antigo, αἷμα é sangue, raiz das células portadoras de vida. Haēma, aqui, com esta dupla é busca e experimentação musical desta fusão de sentidos. Falam-nos em português, contam histórias adocicadas sobre o mar e o amor, vindas de um mundo mítico onde há peixes que voam, mulheres que esperam e astros que param de girar.